quinta-feira, 17 de junho de 2010

Das Curtas

Tua mão

É no toque da tua mão
que me toca a poesia


Filmes Franceses

Minha solidão as vezes
Contracena em filmes franceses


Ao teu lado

Mesmo dormindo
Ainda sinto
O suave som dos seus sonhos


Medida

O volume do teu amor
É quanto teu perfume durou


Perder e achar

Por vezes me fogem verbos
Assim que acho meus cadernos


Deuses

Os deuses compreendem seus mitos
Assim como os animais aceitam seus instintos


Preso

Viver em tua ilha
E ver as horas
Em teus relógios sem pilhas


Frio de Outono

O outono se fez presente
Em uma fria tarde
De sol poente


Meu ombro

Despeje em mim suas expectativas
Enquanto enxugo suas lágrimas frias


Desconhecido

Completo desconhecido
É o que ainda desconhece
Seus próprios instintos


Con(Fundir)

Confundem-se os sonhos
Que fundem-se ao que somos


O sal

Sinto o sal do mar secar
Feriadas que teimam em não cicatrizar


Mendigo

Na suja calçada
Edificam-se as sobras


SMS

O teu torpedo
Inunda meu mar(convés) de desejo

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